CAPTAÇÃO DO PENSAMENTO DO COMUNICANTE

telepatia288ESTUDO DO DIA 05.09.13 – CAPTAÇÃO DO PENSAMENTO DO COMUNICANTE – pontos evidenciados: o médium e os processos da absorção da emissão mental; recepções diferenciadas; o transe mediúnico e o comando do Espírito comunicante; o Espírito que irradia sua presença; captação de ideias ou de pensamentos? Captação: possibilidades de interpretação; da afinidade mental na captação; das sintonias múltiplas; da dúvida, desatenção, falta de prática, autocrítica como escolhos da captação;
A- O Espírito André Luiz, no livro No Mundo maior, cap. 9, Mediunidade: “Todos os companheiros em posição receptiva estão absorvendo a emissão mental do comunicante, cada qual a seu modo. Repara calmamente. Circulei a mesa e vi que os raios de força positiva do mensageiro efetivamente incidiam em oito pessoas”. 
A.01 – Numa reunião mediúnica, o Espírito comunicante irradia sua presença no ambiente, sendo percebido por vários médiuns, que captarão, consciente ou inconscientemente, os pensamentos e sentimentos projetados, uns com maior ou menor clareza e intensidade.
A.02- As ideias comuns serão passadas à mente de cada médium do grupo, e cada um deles interpretará de acordo com a respectiva possibilidade.
A.03 – Com a frase: “Cada irmão recebia o influxo sugestivo, que de logo lhes provocava a livre associação dos psicanalistas” (destaquei), o Espírito André Luiz fala da vontade do comunicante de enviar a mensagem, direcionando para a mente passiva do médium, que acolherá ou não a sugestão. Só então o médium dará livre curso aos pensamentos, à semelhança do que ocorre nos processos psicanalíticos, quando o paciente diz o que lhe vem à mente, sem nenhuma censura. (A livre associação foi um método utilizado por Freud, em substituição à hipnose, que consistia em deitar o paciente no divã e encorajá-lo a dizer o que viesse à sua mente, sendo também este convidado a relatar seus sonhos. Freud analisava todo o material que aparecesse, e buscava entendê-los e encontrar os desejos, temores, conflitos, pensamentos e lembranças que pudessem se encontrar, que estivessem além do conhecimento consciente do paciente).
A.04 – Conforme estudo passado, vimos que a mente é poderosa estação receptora, e aquele médium com maior afinidade e que se mantiver concentrado durante a reunião mediúnica, sintonizará com o comunicante, passando a reproduzir as suas informações (do Espírito).
A.05 – Nem todo médium sintonizará com o Espírito de forma satisfatória, seja pela dúvida, desatenção, falta de prática, autocrítica, que geral um isolamento mental, impedindo a recepção da mensagem.
A.06 – Ainda conforme o Espírito André Luiz, na mesma obra: “Examinei também as três pessoas que se mantinham impermeáveis ao serviço benemérito daquela hora (…) somente Eulália recebia o apelo do comunicante com mais nitidez”. Isso implica dizer que caso o médium rejeite ou lance incerteza sobre suas próprias percepções, neutralizará a irradiação mental da entidade. Vencer tais inibições é o passo inicial para o transe produtivo.
A.07 – Cabe ao médium adequar a mente para o trabalho mediúnico. Exercícios de concentração, calma interior, hábito da prece, leituras edificantes estabelecem o equilíbrio dos pensamentos, apuram os potenciais mentais e ensejam clareza no momento da captação do ditado do comunicante.
A.08 – No livro Mecanismos da Mediunidade, Cap. VI, André Luiz afirma: “Aplica-se o conceito de circuito mediúnico à extensão do campo de integração magnética em que circula uma corrente mental, sempre que se mantenha a sintonia psíquica entre os seus extremos ou, mais propriamente, o emissor e o receptor (…) O circuito mediúnico, dessa maneira, expressa uma “vontade apelo” e uma “vontade-resposta”, respectivamente, no trajeto ida e volta, definindo o comando da entidade comunicante e a concordância do médium, fenômeno esse exatamente aplicável tanto à esfera dos Espíritos desencarnados, quanto à dos Espíritos encarnados, porquanto exprime a conjugação natural ou provocada nos domínios da inteligência, totalizando os serviços de associação, assimilação, transformação e transmissão da energia mental.”. (destaquei).

Captação e a captação psíquica: possibilidades de interpretação
DAS SUBPERSONALIDADES E A AUTO-OBSESSÃO
Joana de Angelis (Divaldo Franco)
Joana de Angelis, por intermédio da psicografia de Divaldo Franco, no livro “O Despertar do Espírito”, páginas 31 a 42, fez várias referências ao fenômeno e a importantes cientistas e pesquisadores do assunto. Afirma ela:
“Na imensa área do ego, surgem às fragmentações das subpersonalidades, que são comportamentos diferentes a se expressar conforme as circunstâncias, apresentando-se com freqüência incomum”.
“As personalidades secundárias assomam com freqüência, conforme os estados emocionais, dando origem a transtornos de comportamento e mesmo a alucinações psicológicas de natureza psicótica e esquizóide. Certamente, muitos fenômenos ocorrem nessa área, decorrentes das frustrações e conflitos, favorecendo o surgimento de personificações parasitárias que, não raro, tentam assumir o comando da consciência estabelecendo controle sobre a personalidade, e que são muito bem estudadas pela psicologia espírita, no capitulo referente ao Animismo e suas múltiplas formas de transes” 
“O trabalho de integração das subpersonalidades é de magna importância para o estabelecimento do comportamento saudável”
“A própria personalidade, não poucas vezes, apresentando-se fragilizada, fragmenta-se e dá surgimento a vários “eus” que ora se sobrepõe ao ego, ora se caracterizam com identidade dominante”
(O despertar do Espírito. Joana de Angelis. Psicografia de Divaldo Pereira Franco. Editora LEAL)
André Luiz
“Freqüentemente, pessoas encarnadas exprimem a si mesmas, a emergirem das subconsciências nos trajes mentais em que se externavam noutras épocas,…”.
Parece-nos evidente que na instância denominada “subconsciente” estão gravadas e adormecidas as memórias que ainda não foram devidamente elaboradas. O despertar das personalidades”, nos trajes mentais em que se externavam noutras épocas…”, ocorre quando a memória é ativada por um motivo deflagrador qualquer.
(Mecanismos da mediunidade. André Luiz. Psicografia de Francisco Candido Xavier. FEB.capítulo sobre “Obsessão e Animismo”, pagina 165). 
As personalidades Psíquicas
As personalidades psíquicas que se comunicam e que se apresentam para tratamento descrevem a si mesmas como “pessoas” que ainda vivem vidas normais, têm histórias particulares, aparências e idades próprias, diferentes da aparência e da idade da pessoa de onde procedem ou em cujo campo mental se manifesta. Possuem comportamentos específicos com inteligência, vocabulário, memórias, hábitos, apegos, emoções e sentimentos exclusivos. Descrevem sua constituição familiar, relacionam seus bens, seus afetos e desafetos.
Revelam propriedades psíquicas completamente distintas dos atributos dos corpos sutis, que são instrumentos permanentes de manifestação do espírito e são complementares entre si, ao contrário das personalidades que são independentes entre si e também independentes da pessoa que a hospeda.
Do Tratamento
“Não basta, portanto, anelar por esta ou aquela conquista. Torna-se imprescindível insistir e perseverar, de forma que a potência da ideia inusitada predomine sobre as que se encontram arquivadas comandando os acontecimentos.” 
“Assim sendo, quem deseje a paz e anele pela saúde, pelo equilíbrio, pelo sucesso, não cesse de auto-induzir-se, cultivando os pensamentos vitalizadores das aspirações até anular aqueles que se encontram nos arquivos do subconsciente, que passará a exteriorizar-se com os conteúdos correspondentes da atualidade, das novas fixações psíquicas e emocionais.”
( AUTODESCOBRIMENTO, Joanna de Angelis, cap. O Ser Subconsciente) 
O Transtorno de Personalidade Esquizóide (TPE) é definido como um transtorno de personalidade primariamente caracterizado por falta de interesse em relações sociais, tendência ao isolamento e à introspecção, e frieza emocional, e simultaneamente por uma rica e elaborada actividade imaginária interior . Embora os termos sejam parecidos, o transtorno de personalidade esquizóide não é o mesmo que esquizofrenia (ainda que haja uma prevalência maior de pessoas com este transtorno em famílias com esquizofrenia e ambos compartilhem características como distanciamento ou embotamento afetivo). 
A psicóloga Nancy McWilliams argumentou que a definição do transtorno é falha devido ao preconceito cultural: “Um dos motivos pelo qual indivíduos esquizóides são patologizados é porque são comparativamente raros. As pessoas na sua maioria tendem a acreditar que sua própria psicologia é a norma e a igualar a diferença com a inferioridade.”

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