EDITORIAL FEVEREIRO-2017

NEM  TANTO  AO  MAR,  NEM  TANTO  À  TERRA?

Sabedores que somos de que a Terra é mundo de expiação e provas, com isso concordamos na grande diversidade espiritual existente em nosso mundo. Há diversos Espíritos encarnados e desencarnados de cultura bem diferenciada.

Considerando tais desigualdades, é de relevo o festejo que de igual forma faz parte da vida social do espírita. Assim é com as saudáveis festas tradicionais, como festas juninas, comemorativas etc

MACHADO, Afonso; MARTINS, Jorge Roberto. Na cadência do choro. Rio de Janeiro: Novas Direções, 2006. P. 15

Neste mês de fevereiro comemora-se o Carnaval em todo o nosso país. Sua origem é européia, advindo como herança do entrudo português e das mascaradas italianas, com seus elementos africanos enriquecendo-o somente no século XX.  Foi em 22 de janeiro de 1841 que tivemos no Brasil – Rio de Janeiro – o seu primeiro baile, no Hotel Itália, já que seus proprietários aplaudiram o grande sucesso dos bailes mascarados da Europa.

Assim, devido já a essa tradição, como uma festa de tão grandes proporções poderia passar desapercebida pelos espíritas, considerando este como o diferenciador das interpretações do mundo, com Jesus?

Em tudo há de ser ter o cuidado nas interpretações. De um lado, os excessos nessa festa vividos nos vícios na bebida e na sexolatria;  das brigas e dos inevitáveis homicídios e suicídios.

Ali , nas mentes dos incautos, nos descontroles emocionais acontecem as ligações espirituais nefastas com Espíritos viciados, infelizes, malévolos e vingativos, agravando as vontades e as atitudes lamentáveis dos seus inconscientes comparsas, finalmente redundando naquela ressaca moral em pleno estado de perturbação interior.

De outro lado, o desejo do comedido participante, observando os belos desfiles com seus carros alegóricos, naquela mostra cultural feliz, dentro de um padrão emocionalmente positivo.

Nessa dicotomia subsiste o Centro Espírita, em sua função social, no dizer de André luiz Peixinho, como o “ centro de saúde e promoção da pessoa, educandário e templo.”.

Então, a visão sociológica do Centro Espírita esclarece da necessidade que temos de nos afastarmos das festas lamentáveis – sejam elas de carnaval ou outras -, onde reinam as orgias e os vícios, já que se somando aos nossos pessoais desvarios condicionados de presente e de passado, existe também a infestação espiritual perturbadora.

Que prefiramos os momentos felizes com amigos e familiares, em casa ou em clubes,  naquele clima sadio de confraternização e comedimento; sem vícios, melhorando a nossa integridade psico-espiritual. Isso faz parte da vida!

O intercâmbio entre almas felizes ou infelizes, aqui ou alhures do plano espiritual só depende de nós. A escolha entre um ou outro estado é exclusivamente nossa. Por isso, o espírita, em geral, nessa época, opta pelos encontros em locais compatíveis com a construção de emoções positivas, revezando entre diversão sadia e oração.

 

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