FILIGRANAS DA OBSESSÃO

Por Vitor Ronaldo Costa/Gustavo Henrique de Lucena

Sem dúvida a obsessão espiritual, em seu mecanismo intrínseco, é um transtorno bem mais complexo do que aparenta. Pode-se dizer que há dois aspectos a serem levados em conta: o primeiro refere-se ao drama psicológico vivenciado pelo sujeito em razão do mal que ele próprio praticou; e o segundo diz respeito à ação mental e fluídica de efeitos deletérios, articulada pela entidade agressora. Interessante notar que inúmeros quadros de distonias mentais resultam de lembranças amargas que emergem em forma de flashes ideoplásticos e tangenciam a consciência em vigília, produzindo como resposta reações emocionais desagradáveis, quase sempre causadoras de reações depressivas acentuadas. Por isso, a desarmonia mental que marca o prólogo de uma obsessão pode desencadear alterações de humor sem causa aparente e, incômoda sensação de culpa, o que colabora para que a entidade vingativa se aperceba do detalhe e passe a reforçar a sintomatologia angustiante, projetando clichês mentais análogos aos fatos de outrora. A partir de então, caso a criatura não seja orientada a buscar o auxílio competente em uma instituição espírita, a tendência é o agravamento do quadro, podendo chegar ao extremo de uma verdadeira alienação mental.

Vitor Ronaldo Costa/Gustavo Henrique de Lucena. MENTOMAGNETISMO E ESPIRITISMO, 1ª edição, p.25. 

Texto Original: https://www.facebook.com/vitorronaldocosta

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