DIÁLOGO E ACOLHIMENTO NO COMBATE À DROGA

Geae cria grupo de auto-ajuda e prepara nova ação social

Da  Redação

073015_1544_DILOGOEACOL3.jpgUm espaço para acolher e amparar dependentes químicos e seus familiares. Esse é o objetivo do Grupo de Apoio a Dependentes Químicos e Familiares criado pelo Grupo Espírita Abrigo da Esperança (Geae), que nesse momento trabalha na capacitação de facilitadores. O objetivo é ampliar o atendimento social oferecido pela Casa, incluindo as famílias assistidas, e para isso o Geae estabeleceu parceria com a Comunhão Espírita de Brasília, que atua nesse segmento há mais de 20 anos. “É um grupo de ajuto-ajuda, que criamos levando em conta que a droga tem se tornado um problema cada vez mais presente nas famílias e responsável por um número crescente de pessoas buscando orientação no diálogo fraterno”, diz Ana Paula Aguiar, presidente do Geae. “Esperamos ajudar as pessoas, não esquecendo que a dependência, seja qual for, tem ligação estreita com os processos obssessivos”.

ana paula
Ana Paula Aguiar

A implantação do Grupo de Apoio do Geae foi deflagrada em abril e está em seu estágio inicial. Conta com o apoio e suporte de um grupo mediúnico que se reúne aos sábados à noite, recebendo assistência espiritual como passe e desobsessão, e a parceria da Comunhão Espírita, que tem transmitidoaos primeiros facilitadores a experiência acumulada e os recursos necessários ao atendimento. O apoio a dependentes químicos é um dos atendimentos oferecidos pelo centro parceiro. No Geae, o grupo começou com reuniões nas noites de sexta-feira para conhecer a metodologia do trabalho e praticá-la, atualmente os encontros acontecem aos sábados a partir das 9 horas da manhã.

Ruth Meireles Daia
Ruth Meireles Daia

 A Comunhão tem hoje três grupos dedicados a esse atendimento, por onde passam cerca de 3.600 pessoas por ano. A Casa também organiza seminário anual sobre dependência química, com a presença de especialistas no tema – a nona edição será em 20 de setembro próximo, com o tema “O familiar, o amigo – Fortalecê-los para melhor ajudar”. O atendimento tem por prioridade dependentes químicos (drogas, cigarros, álcool, medicamentos etc), mas outros tipos de dependência são aceitos. “Como todo grupo de auto-ajuda, o trabalho tem como premissa a troca de experiências sem intervenção ou julgamento”, diz Ruth Daia, coordenadora dos grupos de dependência química da Comunhão Espírita de Brasília. O acesso é livre: o frequentador pode comparecer aos encontros sem marcar previamente. “É um espaço de diálogo e compartilhamento. No Geae também será assim”, comenta Ana Paula, que participou de reuniões na Comunhão Espírita como observadora.

073015_1544_DILOGOEACOL1.jpgAs reuniões do Grupo de Apoio têm um formato que favorece a reflexão e o diálogo. A capacitação dos facilitadores envolve o estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo e dinâmicas para auxiliar na integração do grupo. Os colaboradores também são treinados para conduzir as reuniões de modo a possibilitar a troca de experiências em um ambiente livre de questionamentos e julgamento. As conversas mantidas no grupo são sigilosas e as identidades dos pacientes preservadas, em um formato que protege a privacidade.

A experiência acumulada comprova, segundo Ruth, que o amparo aos dependentes e seus familiares tem etapas bem claras: há que passar pela identificação e aceitação do problema para alcançar a possibilidade de ajudar o dependente a enfrentar o vício. É consenso entre os atuais frequentadores do grupo, que estão em processo de capacitação, que o familiar também adoece e que o apoio ao dependente exige o amparo também da família. “É preciso valorizar o ser humano para além do problema e fortalecer-se pessoalmente”, dizem. “Não é possível ajudar se não conquistar o próprio equilíbrio antes”.

Maiores informações: falecom@geae.org.br

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