EDITORIAL MARÇO-2017

FELIZ DIA DA MULHER!

Ao longo do tempo muito se discutiu a respeito do papel da mulher, se tinha alma, se poderia ter algum direito, se poderia estudar, trabalhar. Somos diariamente chamados a opinar sobre a igualdade de direitos entre homens e mulheres e ainda sobre o papel de cada um na sociedade moderna. Lembro-me dos meus avós dizendo do dever moral da mulher, da necessidade de obediência ao marido. Falavam, ainda, que à mulher cabia a educação dos filhos, o cuidado com a casa e com o marido e, a este último, caberia a manutenção financeira da família. Felizmente a sociedade e as ideias mudam, evoluem.

Mas, e a Doutrina Espírita, o que diz sobre a mulher?

No Livro dos Espíritos, entre as questões 819 e 822, Kardec questiona acerca do papel da mulher, num tempo em que era discutido se as mulheres deveriam ter direitos. Os espíritos esclarecem que ”Deus apropriou a organização de cada ser às funções que ele deve desempenhar. Se deu menor força física à mulher, deu-lhe ao mesmo tempo maior sensibilidade, em relação com a delicadeza das funções maternais a debilidade dos serem confiados aos seus cuidados”. Kardec ainda pergunta se a legislação para ser justa deveria consagrar a igualdade de direitos entre homens e mulheres, ao que os espíritos respondem: “De direitos, sim; de funções, não. É necessário que cada um tenha um lugar determinado”.

Percebe-se que o espírito em vivência feminina é convidado a aprender e desenvolver o que chamamos de “intuição feminina”, de sensibilidade, de força de superação e reconstrução, da bênção da maternidade; obedecendo a um princípio inteligente, com o propósito de nos aproximarmos do Pai pelos sentimentos. Esse desenvolvimento para o sentimento e sensibilidade não deve ser confundido com inferioridade, como foi em alguns períodos da humanidade. Também não se pode acreditar que a mulher deva buscar a comparação ou a superação em relação aos atributos masculinos, vez que cada um tem seu papel importante e que o espírito estagiará nos dois universos para capacitar-se e tornar-se completo.

Tanto a crença na inferioridade da mulher quanto a de que ela deve “provar” ser igual aos homens em relação a seus dons e potencialidades, podem trazer ainda muito sofrimento à humanidade. No primeiro caso pelo descrédito de suas contribuições para o progresso do planeta. No segundo, pela perda da identidade da mulher desprezando seus verdadeiros dons.

No mês em que celebramos mais uma vez o Dia Internacional da Mulher, propomos às mulheres que aceitem e valorizem sua natureza sensível e dedicada para serem mais felizes! Esse mesmo chamamento alcança a sociedade como um todo, com o desejo de que homens e mulheres possam viver e conviver em condições de igualdade e respeito, coerentes com suas vocações.

 

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