PERFIL: FRATERNIDADE E PARTICIPAÇÃO COMO ATRIBUTOS DE GESTÃO

Nova diretoria vai trabalhar para consolidar projetos educacionais e aumentar o grupo de voluntários do GEAE

Da Redação

Ela acaba de assumir a presidência do Grupo Espírita Abrigo da Esperança (GEAE), liderando a nova diretoria empossada em 03 de março, tornando-se uma das mais jovens dirigentes da Casa. Flavia de Paiva Barbosa, 31 anos, aceitou o desafio e planeja trabalhar no fortalecimento das atividades do GEAE, assim como coloca como uma de suas metas ampliar o número de voluntários. Sua gestão, avisa, vai avançar nos projetos vinculados à educação, estratégicos para a Casa, e também aprofundar o relacionamento com a comunidade do Guará, onde o GEAE está sediado. “Neste mês damos início ao Projeto Aprender, que marca a retomada de um sonho antigo”, comenta, na sua primeira entrevista ao Informativo do GEAE, referindo-se ao projeto educacional para crianças carentes que será oferecido no contraturno escolar.

flavia e marido
Flavia Paiva e seu marido Arnaldo Vitaliano

Formada em Sistemas de Informação, Flávia é casada e frequenta o centro há seis anos. Nesse período, iniciou o estudo doutrinário e seu voluntariado, fazendo parte da equipe que trabalha na cozinha aos sábados e no atendimento físico-espiritual nas segundas-feiras. Quando tem algum tempo livre, conta, dedica-se à costura e à leitura. Também não perde seriados de TV. Parte da nova geração de trabalhadores da Casa, destaca a importância dos voluntários pioneiros, com quem troca experiências e espera contar para levar adiante os novos projetos. Convencida de que nada fará sozinha, ela elegeu a gestão participativa, base da administração do GEAE, como ferramenta importante no esforço de fortalecer ações e ampliar o contingente de trabalhadores. Leia os principais trechos da entrevista:

O GEAE celebra em 2016 seus 25 anos de atuação. Como recebeu o convite para integrar a diretoria da Casa e como sentiu-se ao ser eleita a nova presidente?

Flavia Paiva – O Espiritismo sempre esteve presente em minha vida. Porém, a ideia de integrar a diretoria de uma Casa nunca havia passado pela minha cabeça. O convite foi uma imensa surpresa. A tarefa de dirigir uma Casa sempre nos remete às inúmeras dificuldades, principalmente aquelas que dizem respeito a pessoas e suas relações. Não percebemos que é exatamente neste ponto que se encontram a beleza e a oportunidade de exercer a Doutrina. A dificuldade não está na relação com o outro, mas na necessidade de observar a si próprio. Ser convidada a integrar a Diretoria significou também um convite à auto-observação e ao exercício do amor. Ser eleita presidente, no dia 03 de março de 2016, foi inesquecível. Em um dia marcado pela emoção, fui acolhida mais uma vez por esta Casa bendita. Me sinto honrada pela confiança e muito feliz.

Quais os desafios que enxerga para sua gestão e quais as prioridades que você buscará nesse período inicial de dois anos?

F.P. – Acredito que o maior desafio é cultivar a semente da fraternidade nos corações de todos que por aqui passarem. A rotina corrida deste mundo moderno nos deixa endurecidos, intolerantes. É necessário estimular o olhar fraterno e indulgente. A fraternidade é a base do plano de trabalho desses dois anos, que prioriza a integração e o fortalecimento de uma gestão participativa. De modo que todos se sintam parte e, consequentemente, responsáveis pelo GEAE.

Que atividades serão fortalecidas e quais as novidades que estão na plataforma da nova diretoria?

F.P.- A plataforma da nova diretoria traz a continuidade do belo trabalho realizado pela gestão anterior, com ações para fortalecer as políticas de educação e voluntariado, a transparência e a gestão participativa no GEAE. A esse trabalho somamos ações com o objetivo de atrair os jovens e a comunidade a fazerem parte da nossa Casa. Neste mês damos início ao projeto Aprender, que marca a retomada de um sonho antigo e o início de uma bela trajetória.

Como avalia a equipe de trabalhadores, especialmente a nova geração que se consolida nas atividades? Qual o atributo mais marcante dessa renovação e como os veteranos ajudam na formação de novos voluntários?

F.P.- Temos um grupo incrível de trabalhadores no GEAE. Os veteranos vem com toda a sabedoria auxiliar aqueles que chegam. Cada um com uma característica, com uma habilidade diferente. Que quando somadas geram resultados incríveis. Existe também o traço que é comum a todos, onde encontramos a perseverança, a disciplina e a dedicação. A troca de saber é uma constante em todo trabalho.

Como você conheceu o GEAE e que atividades desempenha na Casa? Como esse trabalho se interliga às responsabilidades da presidência?

F.P.- Cheguei ao GEAE no final de 2010. Em uma segunda-feira, viemos ao Guará, eu e minha mãe, conhecer uma Casa Espírita que realizava tratamentos com apometria. Ao final do tratamento coletivo um dos médiuns comunicou que estavam chegando naquela noite dois novos trabalhadores na Casa. E a partir daquele dia comecei a trilhar meu caminho entre palestras, tratamentos e estudos. Até que me voluntariei e passei a colaborar também com os trabalhos do GEAE. Hoje faço parte do time da cozinha e participo dos trabalhos de atendimento físico-espiritual, sem deixar de lado os estudos. Como presidente, atuar também no papel de trabalhadora me permite estar mais próxima do que acontece no dia a dia e mais presente para as pessoas.

Qual a importância do espiritismo na sua vida e como exercita seus ensinamentos no dia a dia?

F.P.- Conheci o Espiritismo ainda na infância, mas na adolescência me distanciei da doutrina. Encontrar o GEAE foi como retomar a caminhada. O Espiritismo me possibilitou ser uma pessoa mais serena e com maior consciência das minhas limitações. Ao final de cada dia, observo como me posicionei diante dos acontecimentos, buscando evitar o atraente papel de vítima. E nos momentos de dificuldade recorro ao silêncio e à prece. É onde encontro as respostas e o bálsamo para as minhas dores.

Qual o legado que gostaria de deixar ao final da sua gestão?

F.P.- Certamente, o de consolidar a atuação da Casa, dando continuidade ao trabalho que já fazemos aqui. E também contribuir para sermos cada vez mais uma família ainda mais unida. Com pessoas conscientes da importância de cada um para o sucesso de todos. Conscientes de que cada crescimento individual representa o crescimento do Grupo. Afinal de contas, estamos aqui para servir.

 

 

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