PROJETO  APRENDER  COMPLETA  UM  ANO  E  BUSCA  META  DE  ATENDER  100 CRIANÇAS

Projeto, que oferece reforço escolar, busca financiamento para ampliar atividade

Da Redação

Equipe do Projeto Aprender com as crianças: registro de alegria

Criado pelo Grupo Espírita Abrigo da Esperança (GEAE) para oferecer reforço escolar e atividades extracurriculares a crianças de 06 a 10 anos, o Projeto Aprender está completando o seu primeiro ano de existência com saldo positivo, assentando sua importância e pertinência entre as atividades da Casa. “O desafio de mantermos uma atividade voltada ao acolhimento de crianças funcionando todos os dias da semana, no período da manhã, não foi pequeno”, avalia André Campos, um dos voluntários do projeto. “Entretanto, não temos dúvidas de que essa é a missão do GEAE, porque quando se trabalha na melhoria da situação socioeducativa da criança, dando-lhe a oportunidade de um futuro melhor, estamos melhorando não só a vida desses jovens, como também, de toda a sociedade”, justifica.

Ele faz questāo de lembrar as palavras de Léon Dennis, segundo quem “é através da educação que as gerações se transformam e se aperfeiçoam. Para se ter uma sociedade nova é preciso homens novos. Por isso, a educação, desde a infância, é de uma importância capital. (…) A educação, baseada numa concepção exata da vida, mudaria a face do mundo. (…) Todas as chagas morais decorrem da má educação. Reformá-la, colocá-la sobre novas bases teria para a Humanidade consequências incalculáveis”. Mensagens como essas, diz André, nāo apenas norteiam o trabalho desenvolvido, como principalmente servem de estímulo perante as dificuldades e desafios. 

Crianças têm aulas de judô: esporte como vetor de cidadania

O novo ciclo que se inicia é da construçāo de avanços. O plano de trabalho envolve a melhoria e implementação de novos recursos educacionais; a conclusão da implantaçāo da sala de alfabetização digital; a construção de um parque para recreação; a conclusão dos processos de cadastro no Conselho de Assistência Social (CAS) e no Conselho da Criança e do Adolescente (CDCA), que possibilitará a assinatura de convênios governamentais e a contratação de profissionais para atender a um maior número de crianças. “Temos consciência de que muito ainda precisa ser feito”, diz André. Segundo ele, para viabilizar a meta de atender até 100 crianças em dois turnos, o GEAE está buscando financiamento dos custos operacionais e projetos educacionais. “São metas ousadas e precisaremos do apoio de todos para concretizá-las”.

MANHĀS MÁGICAS – O Projeto Aprender foi desencadeado em 04 de abril de 2016 como açāo estratégica do GEAE para enraizar a educação, em suas mais diversas vertentes e públicos, como principal missāo da Casa. Psicopedagoga  e trabalhadora do GEAE, Lílian Campos assumiu a tarefa de estruturar o projeto, arregimentando a equipe e definindo o que fazer, como fazer e, especialmente, quem iria fazer. A formação de uma boa equipe, diz ela, depende da sensibilidade para reconhecer e bem aproveitar as aptidões e experiências de cada colaborador. “No início, os voluntários chegavam com receio, pois não eram pedagogos. Eram contadoras, administradores, donas de casa, servidores públicos e não sabiam bem o quê e como fazer para ajudar”, lembra. “Todos fomos contagiados pelos sorrisos acolhedores das nossas crianças, descobrindo que o mais importante era o amor que trazíamos e a vontade de ajudar”.

Todas as manhãs, Lílian está no portão do GEAE recebendo as crianças para o café da manhã, início da rotina diária. “Elas chegam trazendo não só as suas dificuldades e dúvidas escolares como, também, as suas angústias e tristezas na busca do amparo e do carinho, do amor”, comenta. O Projeto Aprender atende crianças da comunidade do Guará em situação de vulnerabilidade social que chegam, na sua maioria, com grande defasagem de aprendizado. Por tratar-se de um projeto piloto, a coordenação optou por atender um pequeno número de crianças e abriu 10 vagas. “Estamos avaliando ampliar o quantitativo assim que recebermos o apoio de estagiários de pedagogia e assistência social”, adianta Lílian.

Na alegria do café da manhã, na meditação que antecede as atividades de acompanhamento escolar; nas aulas de musicalização infantil; no judô e nos momentos de lazer; as crianças são transportadas para uma “realidade paralela”, num ambiente aonde o amor, elemento básico no processo educacional, rompe barreiras e consegue acessar a essência guardada em cada coraçãozinho, procurando resgatar a autoestima e o amor próprio. “Tia, por que eu não posso estudar só aqui? Tia, por que você não briga? Tia, eu falei com meu pai que eu nunca quero sair daqui. Essas são afirmações e perguntas frequentes que nos fazem acreditar que apesar de todas as dificuldades estamos no caminho certo”, relata André.

Segundo ele, o trabalho desenvolvido e o ambiente que se criou tornam o Projeto Aprender fonte de grande realização para os trabalhadores. “Foram manhãs mágicas e com profunda gratidão queremos homenagear àqueles que doaram com amor as suas horas para que esse sonho se tornasse possível”, afirma. “Agradecemos ao tio Pereira por ter tantas vezes conduzido o relaxamento e a meditação e depois ensinar inglês marchando ao redor da mesa; a  Tia Tatiana, que através da música leva as crianças a sonhar mais alto; a Tia Isa, que com as suas histórias faz as crianças entenderem melhor os seus sentimentos; ao tio Júlio, que através do Judô leva  as crianças a superar os próprios limites; as tias Ana Fátima, Maria Lúcia, Nília, Marcela, Thays e Fabiana, que pacientemente ajudam no reforço escolar, ensinando as primeiras letras e, principalmente, acolhendo com amor e carinho as nossas crianças. Agradecemos também a tia Sandra que todas as manhãs prepara o lanche com amor e a tia Djanira que com o seu talento deu vida aos nossos murais”.  

 

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