CÂNCER DE PRÓSTATA, EU E MINHA FAMÍLIA PASSAMOS POR ISSO

Por João Vieira Filho

O grande alquimista Paracelso insistia: “Não se deve tratar a doença; deve-se tratar a saúde”. Por isso podemos dizer que, o melhor meio para não se contrair uma doença, consiste em se manter saudável, ou seja, se proteger.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. Em 2016, mais de 61.000 novos casos da doença serão registrados no Brasil, por ano são mais de 13.000 mil mortes; uma a cada 40 minutos. Só no Distrito Federal, a estimativa é de 900 casos.

Mitos, preconceito e desinformação são os principais motivos que levam os homens a não buscarem ajuda, tornando, às vezes, tardia a descoberta da doença. Assim sendo, com o diagnóstico precoce pode aumentar em 90% as chances de cura, pois o câncer de próstata por ser uma doença silenciosa, que não costuma apresentar sintomas, e quando apresenta normalmente já está em fase avançada com metástases em ossos, bexiga e cólon.

Os exames iniciais para detecção do câncer de próstata são as dosagens do PSA (sigla em inglês para Antígeno Prostático Específico) e o exame de toque da próstata. O PSA é uma proteína produzida naturalmente pela próstata e detectada em doses baixas na corrente sanguínea. Quando a próstata sofre algum dano, seja ele decorrente de inflamação, infecção, crescimento benigno ou surgimento de câncer, o PSA é detectado em valores mais altos no sangue.

Através do exame físico, toque retal, o médico é capaz de palpar a glândula, determinar sua forma, dimensão e verificar se existem áreas endurecidas que possam ser suspeitas de malignidade. Infelizmente esse pensamento de que realizar o exame de toque, postergar o máximo possível pela perda da “dignidade” é o que faz com que muitos homens procurem o médico já com diagnóstico avançado. O homem tende a negligenciar a própria saúde, muitas vezes por descaso ou pior, por preconceitos em relação à masculinidade. Lembrando que, em casos de suspeita de câncer, não será apenas um exame de toque que será realizado, e sim a introdução de um transdutor de ultrasom retal, biopsia, colonoscopia, etc… O exame de 15 segundos evitaria tudo isso.

Eu e minha família já passamos por isso. Sim, porque o câncer é uma doença coletiva, atinge o doente e todos em seu redor, por tratar-se de uma situação que pode ter consequências em vários aspectos, inspira cuidados, preocupações e sentimentos que surgem frente à doença. É fundamental que a família se estruture, solidificando ainda mais os laços fraternos, para que o doente se sinta acolhido em todos os âmbitos. Família, essa palavra remete amor, confiança, carinho, dedicação, companheirismo e uma porção de sentimentos bons, essenciais para lidar com essa situação extremamente delicada, pois envolvem pessoas que amamos.

Questionado se o câncer é uma enfermidade de causa e efeito, o escritor, palestrante e um dos maiores divulgadores da doutrina espírita no Brasil, Richard Simonetti, diz que a experiência nos mostra que sim, e que estamos submetidos ao mecanismo de causa e efeito, que nos premia com a saúde ou corrige com a doença, de acordo com nossas ações.

Julgamos muitas vezes que, a pessoa que sofre bastante, vitimada por um câncer, resgata seus débitos, habilitando-se a um futuro feliz na espiritualidade. Simonetti diz que, na verdade, a doença elimina as sombras do passado, mas não ilumina o futuro, o qual depende de nossas ações, da maneira como enfrentamos problemas e enfermidades. Quando o nosso comportamento diante da dor não oprime aqueles que nos rodeiam, estamos nos redimindo, habilitados a um porvir glorioso, e complementa: “Se o paciente tem câncer, suas dores implicarão em sofrimento para a família. Tudo bem. Faz parte das experiências humanas. Mas, dependendo da maneira como enfrentar seu problema, poderá gerar aflições bem maiores para todos, o que acontece com o paciente revoltado, inconformado, agressivo. Se humilde e resignado, a família lidará melhor com a situação”. Pacientes assim estão vivenciando a causa e efeito.

João Vieira Filho, 57 anos, diagnosticado com neoplasia maligna de próstata em 17/03/2015, submetido à cirurgia de prostatectomia radical (extração da próstata) e linfadenectomia ilíaco-obturatória bilateral em 13/07/2015, frequentador e trabalhador da casa.

 

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