A CARIDADE É A ALMA DO ESPIRITISMO

Ela resume todos os deveres do homem para consigo mesmo e para com os seus semelhantes; eis porque se pode dizer que não há verdadeiro Espírita sem caridade

“A caridade é a alma do Espiritismo: ela resume todos os deveres do homem para consigo mesmo e para com os seus semelhantes; eis porque se pode dizer que não há verdadeiro Espírita sem caridade”. Allan KardecRevista Espírita (1968)

O movimento Espírita tem uma responsabilidade imensa diante da sociedade. Jesus, o Mestre de Amor, nos ensinou que devemos ser como o fermento, que mesmo em pequena quantidade consegue levedar a massa, fazê-la crescer, transformar-se.

A questão social dentro do Centro Espírita é complexa e encontramos aqueles que defendem a ideia de uma caridade assistencialista – filantrópica, voltada à distribuição de “cestas básicas”, roupas e até com cursos profissionalizantes improvisados. Há os que defendem a necessidade da transformação através dos estudos entendendo que não cabe ao Espiritismo o atendimento social, que precisamos transformar o homem moral e espiritualmente através da conscientização de sua imortalidade.

Acreditamos que a Caridade deva transcender o assistencialismo, o que não significa dizer que as casas espíritas deixem de distribuir cestas básicas para aqueles que estão em penúria extrema, mas que não se satisfaçam com isso. Que não utilizem os bens doados para dizer: “somos bons, temos piedade de sua situação e estamos cumprindo com o nosso dever cristão”.

Acreditamos em uma atuação mais efetiva, que seja capaz de influir nas estruturas sociais e contribuir para a promoção do homem, usando a educação como instrumento de progresso moral e espiritual. Importante ressaltar que educação não significa “doutrinação” religiosa de finais de semana porque como nos diz Herculano Pires, “esta reforma deve ser profunda, não superficial”. Kardec em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” no Capítulo XVII, item 11 (FEB), nos diz que a Caridade é a ação mais agradável a Deus. “Mas não dessa caridade fria e egoísta que consiste em espalhar em torno de si a sobra de uma existência nababesca, mas da caridade cheia de amor, que vai ao encontro do infeliz e o levanta sem humilhar…” prossegue ele, “Não repudies as lamentações receando ser enganado, mas vai à fonte do mal. Alivia primeiro, depois informa-te e verifica se o trabalho, os conselhos, mesmo a afeição, não serão mais eficazes que a esmola”.

O Departamento de Assistência e Promoção Social – DAPS está se estruturando para não dar apenas a comida e a roupa necessária para saciar temporariamente a fome e afastar o frio, mas trabalhar principalmente na conscientização do indivíduo como ser eterno, capaz de promover a sua autotransformação social. Levar o atendimento emergencial, mas, acima de tudo, contribuir para a promoção e elevação moral e social do indivíduo e da família, através da EDUCAÇÂO, proporcionando à criança, jovens e adultos, uma formação cultural apoiada na mais positiva e completa base espiritual e ética.

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