“A PSICOGRAFIA É A LUZ DO MUNDO MAIOR QUE CHEGA AO CORAÇÃO HUMANO”.

Denizard de Souza lança novo livro e avança, em parceria com o GEAE, trazendo mensagens da espiritualidade

Denizard de Souza lança novo livro e avança, em parceria com o GEAE, trazendo mensagens da espiritualidade

Sois chamados ao serviço com o Cristo nas trilhas do Bem. Não se deve lamentar. Se o mal vos assedia, fortalecei-vos na ação Bem. Se a estrada parece longa, caminhai com fé e coragem. Se o testemunho parece árduo, glorificai a vossa hora com Deus… Se a sombra parece densa, trazes a própria luz a guiar-te. Se o ódio parece triunfante, oferecei ainda mais amor. Se a tristeza obscurece vossos passos, cantai as divinas melodias de esperança, da fé e da caridade. Ninguém deve entreter-se com o “mal”… Somente o bem é o farol luminoso que a todos nos conduz à glória da felicidade e da autoiluminação. Segui adiante nas trilhas do Bem e da Paz”, por Adriana de Jesus. Esta é uma das 67 mensagens do livro Psicografias, mais novo lançamento do médium Denizard de Souza, respeitado orador e autor espírita. Recheado por mensagens de benfeitores espirituais, personalidades conhecidas como o cantor Cazuza e o piloto Airton Senna, o livro traz esclarecimento e consolo, favorecendo a reflexão. Expressão mediúnica de grande impacto, a psicografia é o tema de entrevista do autor ao Boletim Informativo do GEAE. Mestre em Sociologia e professor universitário, Denizard nasceu em uma família espírita e iniciou seu voluntariado já na infância, quando contava 12 anos de idade. No serviço espírita, atuou como promotor de eventos, produtor de tevê e tornou-se palestrante respeitado. Autor de outros quatro livros, o médium comenta que o principal objetivo de suas obras é levar o esclarecimento, o consolo e despertar espiritual aos leitores. “A mensagem principal do livro é o seu testemunho de imortalidade da alma e sobrevivência do ser após a decomposição cadavérica, com a preservação da sua individualidade. É um suave, porém significativo, sopro de espiritualidade, diz, sobre o novo livro. Leia os principais trechos da entrevista:

A psicografia é um tema presente já na codificação de Allan Kardec. O que é a psicografia e a quê ela se destina?

Denizard Lopes de Souza – Como o próprio termo indica “psico-grafia” é uma escrita oriunda da interação da mente ou psiquê (alma) com os espíritos. Ou seja, não é uma escrita do próprio autor encarnado, mas dos espíritos que conseguem imprimir os seus pensamentos na mente do médium na forma telepática ou através do transe sonambúlico quando o médium atua sem consciência daquilo que escreve, muitas vezes de forma automática com a sua mão sendo conduzida pelos espíritos que escreverão com grande autonomia. O destino da psicografia é o esclarecimento humano, particularmente quanto às realidades da vida espiritual e os processos ligados à reencarnação bem como quanto às Leis Divinas e sua atuação soberana na trajetória dos indivíduos e da humanidade. A psicografia é a luz do mundo maior que chega à crosta terrestre e ao coração humano.

Essa é uma faculdade natural do médium, espontânea, ou pode ser estimulada? Como é a preparação e desenvolvimento do trabalhador?

D.L. S. – A psicografia é psicofísica e inata no médium. Ou seja, o espírito ao reencarnar-se traz um tipo peculiar de desacoplamento perispiritual, isto é, ele está parcialmente livre das amarras do corpo físico, ele transborda suas energias perispirituais e entra em contato natural e ostensivo com os espíritos desencarnados. Assim, todo médium é um desacoplado, isto é, ele vive ostensivamente além do corpo físico, além do cérebro e atua na vigília (cotidiano) como a maioria dos encarnados atua durante o sono, em desprendimento parcial do perispírito face as suas conexões com o corpo físico. Nesse sentido, a psicografia é inata e natural, não se pode desenvolvê-la ou criá-la a partir de técnicas, mas pode-se educá-la e aprimorar suas possibilidades e objetivos. Quanto ao médium enquanto pessoa, ser humano, trabalhador, este sim é quem se desenvolve e aprimora, podendo conquistar a confiança de espíritos sábios e verdadeiros. O médium preparado é aquele que desenvolve cada vez mais os sentimentos da humildade, da benevolência para com todos, da prática da caridade e do amor ao próximo. Em uma palavra: é justo e bom, sendo o servidor de todos.

A psicografia é sempre uma decisão da espiritualidade ou pode ser provocada pelo médium? Quais as condições necessárias para esse trabalho?

D.L. S. – A psicografia é sempre determinada pelos espíritos, somente eles podem provocá-la, quando querem e se o médium reúne as condições mínimas para este trabalho. As condições para este trabalho são psicofísicas: sono regulado, alimentação adequada nas horas que antecedem o trabalho mediúnico, equilíbrio emocional, postura mental de silêncio interior e acima de tudo comportamento ético elevado. Mas o telefone “toca sempre do lado de lá”, já ensinava Chico Xavier, o maior e mais completo médium da história da humanidade.

Como iniciou essa atividade e que lembranças guarda das primeiras mensagens?

D.L. S. – A psicografia aparece em minha trajetória aos dezesseis anos de idade, quando fui por primeira vez a uma reunião mediúnica no Centro Espírita Caminho da Luz no bairro de San Martin em Recife. À mesa estava uma senhora, médium vidente, presidente do Centro e coordenadora dos trabalhos, Dona Amanda, que viu o espírito Adriana de Jesus ao meu lado, em seguida veio a primeira psicografia. Senti minha mão direita como se tivesse recebido um choque, a tremer. Em seguida peguei a caneta e escrevi com alta velocidade e no ambiente de penumbra da reunião.

Desde que começou, quantas mensagens já transmitiu e que sentimentos experimentou? E no caso dos livros, o processo é muito diferente? 

D. L. S. – Certamente já foram algumas centenas de mensagens psicográficas nestes 31 anos de mediunidade. A depender do espírito que psicografa muda muito: em alguns casos de suicidas arrependidos, além de escreverem com grande dificuldade, costumam transmitir-me toda a sua dor emocional, e invariavelmente, levam-me às lágrimas. Quando se trata de um espírito obstinado na ação destrutiva, vingativa ou violenta, as sensações e emoções envolvidas são muito intensas e agressivas. Assim como as palavras dos espíritos sábios e benfeitores que chegam por meu intermédio me são percebidas e sentidas como reconfortantes, suaves, alegres e de grande júbilo e plenitude interior.

Qual a importância desse trabalho para a casa espírita e como lidar com a eventual dúvida em torno das mensagens recebidas?

D. L. S. – Quanto ao trabalho da psicografia na casa espírita pode se tornar de suma importância especialmente através do consolo e despertamento que podem promover às pessoas que buscam o Espiritismo pelas vias do sofrimento, seja pela perda de entes queridos ou no enfrentamento de graves problemas emocionais, familiares e espirituais. Quanto à dúvida das mensagens trazidas pela espiritualidade ela pode ser empregada de forma metódica e até cartesiana, como o fizera o próprio sistematizador do Espiritismo Allan Kardec. Neste caso, a dúvida não é passional quanto ao médium, mas dirigida ao conteúdo das mensagens, através de uma análise racional delas. Dessa forma, a dúvida é método de pesquisa e muito benvinda. Toda e qualquer mensagem mediúnica pode e deve ser analisada racional, lógica e experimentalmente. Isto será guiado por uma ética de pesquisa, uma ética científica, sem qualquer desrespeito ou exposição do médium. A dúvida é saudável e recomendável, nestes termos do método científico.

Na sua opiniāo, que papel a psicografia pode desempenhar no esclarecimento e consolo das pessoas?

D. L. S. – Nesse contexto recordo novamente Chico Xavier quando disse: “Só há algo maior que a dor da saudade quando da partida de um ente querido, a certeza do reencontro”. A psicografia legítima promove este reencontro, ainda que parcial. Fortalece a certeza da continuidade da vida após a morte corporal e amplia a esperança do reencontro com os entes queridos, que partiram. O livro Psicografias, que você lançou em maio, traz mensagens de espíritos benfeitores e de personalidades relevantes da sociedade brasileira em diversos campos. Como foram produzidas? As mensagens foram psicografadas ao longo de duas décadas de trabalho, algumas delas sendo cartas aos familiares já foram entregues às famílias. Outras veem assinadas com nomes de personalidades do mundo artístico, poético, literário e até de lideranças sociais. Todos trazem seu testemunho de imortalidade, mas sem pretensões de exposições públicas. Elas foram psicografadas em mais de uma Instituição Espírita, sendo uma boa parte das mensagens recebidas no Grupo Espírita Abrigo da Esperança – GEAE.

Quanto tempo levou a preparação do livro e qual sua mensagem principal?

D. L. S. – Há psicografias mais antigas e outras recentes em nosso livro. Assim, não tínhamos a pretensão de publicá-las, mas à medida que o conjunto das mensagens foi se delineando, pudemos observar o quão significativo seria para a comunidade poder conhecer os conteúdos das psicografias. Por outro lado, a nossa mentora espiritual, Adriana de Jesus orientou todo o trabalho, inclusive a decisão de disponibilizar às pessoas o conteúdo das mensagens na forma de um livro impresso. É importante destacar que o livro também traz, além das psicografias de cunho doutrinário, de esclarecimento espiritual de temas relevantes para a sociedade contemporânea e cartas aos familiares, imagens na forma de desenhos captadas pela mediunidade de vidência do nosso companheiro de trabalhos mediúnicos e amigo Ricardo Bastos. A mensagem principal do livro é o seu testemunho de imortalidade da alma e sobrevivência do ser após a decomposição cadavérica, com a preservação da sua individualidade. É um suave, porém significativo sopro de espiritualidade, que esperamos em Deus seja capaz de levar esperança, consolo, despertamento espiritual e estímulo à vida e alegria de viver para tantos que leiam o livro Psicografias.

Você conduz reuniões mediúnicas no GEAE onde exercita a psicografia. Qual o objetivo desse trabalho?

D.L. S. – Ensejar que colaboremos com a espiritualidade para a construção da paz: em nós mesmos, através da doação mediúnica e do atendimento espiritual aos necessitados dos dois planos da vida.

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