Psicologia Transpessoal

Edmir
Edmir Freitas

A Palingenésia

Acompanhamos, certa vez, as palavras do irmão Lauro, do antigo Sanatório Espírita de Brasília, sobre a psicologia transpessoal (na oportunidade, a TVP – Terapia de Vidas Passadas), e vimos o quão é interessante o assunto, por constituir motivo para meditação acerca do mecanismo psicossomático de que se constituem matéria e espírito, formando nesse conjunto o corpo físico, com os seus graves reflexos na vida presente.

Não que a Doutrina Espírita endosse a Terapia de Vidas Passadas desmedidamente. Há de se ter uma profunda análise da real necessidade do paciente – jamais por curiosidade -, e que essa técnica seja realizada por profissional devidamente habilitado.

lauro-carvalho
LAURO CARVALHO

Nas crises, médicos são exaustivamente procurados em seus apostolado, mas, estes, vislumbrando somente o corpo orgânico – já que não trabalham com o conhecimento do perispírito-, ignoram as origens das dores que os fizeram ser procurados, medicando os efeitos, sem que consigam debelar as sequelas físicas dos pacientes, em sua origem.

Aí entra o vasto campo da mente. A psiquê alterada e desmantelada trabalha contra o seu dono; e emoções, desejos, hábitos, reflexos, ações e reações tornam-se objetos do campo avançado de terapias do consciente, do subconsciente e do inconsciente.

O Pesquisador Kenneth Ring, em sua obra chamada CARTOGRAFIA DA CONSCIÊNCIA HUMANA, University of Conecticut, formulou um mapa seguindo como origem a mente, classificando a consciência de vigília comum. Pesquisa, daí, outros níveis, tal qual a região a que chama de “trans-individual”, na qual ele afirma haver vários subtipos diferentes de experiências que têm como elemento comum a transcendência dos limites do ego e do próprio indivíduo – o sine qua non da existência transpessoal – e a identificação com outras pessoas ou com tipo universais (tratadas por Jung como arquétipos).

Kenneth Ring
Kenneth Ring

Assim, catalogou quatro principais subtipos das experiências transpessoais:

  1. experiências ancestrais;
  2. experiências de encarnações passadas;
  3. experiências coletivas e raciais;
  4. experiências arquetípicas.

Daí, conclui, na primeira experiências transpessoal acima referida, que o indivíduo “sente” que explora a sua própria linhagem genética e revive “psiquicamente” episódios das vidas de seus ancestrais; na segunda, apresenta experiências vivas, dramáticas e convincentes de cenas que tiveram em vidas passadas(palingenésia – conhecida no meio espírita como Reencarnação). Na terceira, a nossa psiquê experimentaria episódios provenientes de várias culturas que existiram na história da humanidade, independentemente de uma vivência direta nesse contexto de tempo e lugar; e, finalmente, na quarta experiência transpessoal cataloga o domínio do inconsciente coletivo, onde as várias existências de toda a humanidade se misturam, independente da consciência individual, formando um repositório do desenvolvimento histórico e cultural da civilização terrena.

Assim, aprendemos que tudo está gravado em nós, no aguardo de estímulos que, se bons, vão gerar em nós a felicidade, embora as adversidades comuns à vida. Mas, se ruins, terão os seus efeitos dolorosos, eis que corroborarão as vibrações sofríveis e já preexistentes no indivíduo.

Diante de tais estudos,  e considerando as informações de diversos autores espirituais, concluímos que somos herdeiro dos séculos,  em fase de aprimoramento da personalidade, de ordinário sendo vítimas de nós mesmos, como verdadeiros doentes da alma, em razão de termos investidos contra a Lei Divina.

Nada que se faça aqui deixa de ser registrado em nossos arquivos os mais secretos, que serão desvendados na medida de nossas necessidades de aprendizado.

A cada experiência uma resposta mental; a cada resposta mental uma emoção…

Daí a importância das palavras do Espírito de Joanna de Ângelis, por Divaldo Pereira Franco, em seu livro O HOMEM INTEGRALquanto mais o homem se espiritualiza, domando as más inclinações e canalizando as forças para as aspirações de enobrecimento e sublimação, mais sutis são as suas possibilidades plasmadoras, dando gênese a corpos sadios, emocional e moralmente, em razão do agente causal estar liberado das aflições e limites purificadores.

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